Autodesk lança AutoCAD 2011 e prepara-se para entrar na nuvem

A empresa de software Autodesk lançou mundialmente nesta quinta-feira (25/3), em San Francisco (EUA), o AutoCAD 2011, versão de sua plataforma de ferramentas de design e engenharia em 2D e 3D. Juntamente com o novo produto a companhia anunciou sua estratégia para prover serviços pelo modelo cloud computing a partir de 2012.

Entre as novas funcionalidades do AutoCAD 2011 destacam-se ferramentas de modelagem em superfície (surfancing modeling), bem como transparências em objetos e camadas. “Com os recursos de surface é possível criar formas 3D mais complexas e fluidas, com uma precisão matemática aplicada ao mundo real, o que aumenta a produtividade”, explica o vice-presidente sênior de plataformas tecnológicas da Autodesk, Amar Hanspal Currie, em entrevista à COMPUTERWORD.

Além da família AutoCAD, que agora é compatível com o sistema operacional Windows 7, da Microsoft, a Autodesk lançou versões 2011 para 64 outros programas da companhia. O executivo destaca como carros-chefe os softwares 3D Studio Max, Maya, ferramentas de animação e criação de efeitos especiais usadas em filmes como “Avatar”, bem como Revit – para projetos com  a tecnologia de Building Information Modeling (BIM) – e Civil 3D, para o setor de construção civil.

Os pacotes da companhia para os segmentos de arquitetura e construção, manufatura, energia e mecânica também ganharam versões atualizadas.

Preço fixo e nuvem
A companhia, que faturou 1,7 bilhão de dólares no ano fiscal de 2010, com queda de 26% em relação a 2009, aposta em um novo programa de canais e em um modelo de cobrança único de upgrade para se recuperar em seu ano fiscal de 2011, iniciado em março.

“Agora, temos um valor fixo de atualização independente da versão que o cliente possui”, informa Currie. A mudança vale para programas da Autodesk que ainda têm suporte da empresa.

O preço único de ugrade passa a ser de 50% do valor de uma licença do AutoCAD, que hoje custa 4.500 dólares, tanto para uma empresa que possui a versão 2006 como para usuários da versão 2009, por exemplo. Se a empresa manter as versões mais atualizadas pagará uma taxa anual de 500 dólares de manutenção.

A oferta de ferramentas na nuvem é um modelo que deve entrar em prática na linha 2012, informa Currie. “A web representa a possibilidade de tornar nosso software mais acessível e já estamos trabalhando para estender nossos softwares para a internet”, afirma o vice-presidente de plataformas tecnológicas. “Temos algumas aplicações como o DragonFly, para design de interiores, que são nativas em web e podem ser usadas diretamente no browser.

Educação e Brasil
Hoje, a Autodesk conta com quase 10 milhões de usuários com softwares legalizados, no mundo todo, mas é um dos grandes alvos da pirataria de software por conta do valor de seus produtos. Currie diz que o caminho da empresa é a conscientização dos usuários. “Não vamos criar programas de verificação como faz a Microsoft, mas queremos educar o cliente”.

Nesta quinta-feira, a empresa também lançou um programa de capacitação online gratuito com ferramentas AutoCAD para profissionais que estão desempregados, mas precisam se atualizar. O Autodesk Assistance Program (AAP) também entra em prática no Brasil, exige um cadastro dos interessados e oferece dez licenças grátis de ferramentas da linha AutoCAD.

Na área de arquitetura e construção, Currie destaca o Brasil como um dos mercados prioritários para a Autodesk, tendo como oportunidades os projetos de exploração do pré-sal, da Copa do MUndo de 2014 e da Olimpíada de 2016. “Levamos o Brasil muito a sério”, comenta o executivo. “Muitos dizem que é um mercado emergente, mas para nós é bastante desenvolvido”.

Fonte:  Daniela Braun para a Computerworld*

*A jornalista viajou a San Francisco a convite da Autodesk

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